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Uso de chás para fins de emagrecimento – Chá Verde (semana 1)



O crescimento do sobrepeso e da obesidade é notório e alarmante e na mesma proporção tem-se aumentado a busca pela perda de peso. E para se obtiver o tão esperado resultado muitas pessoas tem feito de tudo, a internet está repleta de informações e promessas para esse público, muitas delas desconsiderando os possíveis efeitos a curto ou longo prazo a saúde. Uma das estratégias empregada para quem procura a redução do peso é o uso de chás, que por sinal, é uma das opções mais utilizadas. Dada à importância desse assunto, resolvemos conversar sobre essa temática, tentaremos ao longo de quatro semanas observar a partir de informações científicas os possíveis benefícios e/ou malefícios do consumo dos chás mais populares, começaremos pelo Chá verde.

O chá verde é obtido de uma planta oriunda da China, a Carmellia sinensis, além do chá verde, outros dois tipos também são originados dessa planta, o chá preto e o chá vermelho (também chamado de Oolong). O que diferencia esses três tipos é a forma de processamento da planta. Para a obtenção do chá preto as folhas passam pelo processo de fermentação, os chás vermelhos também são fermentados, mas estão em uma categoria intermediária onde o processo é mais brando que no chá preto, finalmente o chá verde as folhas são apenas escaldadas e fervidas o que garante a preservação da cor bem como de seus compostos benéficos.

Vários estudos têm mostrado os benefícios do chá verde inclusive na redução do colesterol, na melhoria da resposta imunológica, antimicrobiana, anti-hipertensivo e antioxidante, funções essas que contribuem para a prevenção e controle de doenças crônicas não transmissíveis como o câncer e as doenças cardiovasculares. Essas funções estão relacionadas à presença de substâncias com atividades funcionais. O chá verde já vem sendo considerado por muitos pesquisadores como alimento funcional.

De acordo com o Ministério da Saúde, pode ser considerado como funcional alimentos ou ingredientes que produzem efeitos benéficos à saúde, além de suas funções nutricionais básicas.

Quanto aos efeitos do chá verde no emagrecimento, alguns estudos realizados em humanos tem demonstrado o efeito termogênico do chá verde, o que leva a um aumento do gasto calórico pelo corpo, a degradação de gordura em uma maior proporção e redução do apetite, o que consequentemente tem efeito benéfico sob a redução do peso e da gordura corporal.

Apesar de todos os benefícios demonstrados através de estudos sobre o benefício do chá verde, ainda se faz necessário uma investigação mais apurada sobre as dosagens recomendas para garantir os benefícios do chá e evitar os malefícios de superdosagens.

Por isso, é importante o uso consciente desse produto; de forma alguma se deve substituir a ingestão de água pela ingestão de chás, seja o verde ou qualquer outro, como se tem visto uma prática frequente; é aconselhável buscar ajuda profissional quando se tem interesse de utilizar o chá verde a nível de tratamento para ser bem orientado quanto dosagem e frequência de uso. Lembre-se que um mesmo produto pode ser benéfico ou maléfico, o que diferencia um resultado de outro é a dosagem.  
Na próxima semana falaremos um pouco sobre outro chá bastante famoso quando a finalidade é emagrecimento: o chá de Hibisco. Não deixe de acompanhar.



REFERÊNCIAS

NISHIYAMA, M.F, ET AL. Chá verde brasileiro (Camellia sinensis var assamica): efeitos do tempo de infusão, acondicionamento da erva e forma de preparo sobre a eficiência de extração dos bioativos e sobre a estabilidade da bebida. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, 30(Supl.1): 191-196, maio 2010.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Desmistificando Dúvidas sobre Alimentação e Nutrição. Universidade Federal de Minas Gerais. Brasília, DF 2016.

CARPENEDO,F.B, ET AL. O USO DO CHÁ VERDE NO TRATAMENTO DO EMAGRECIMENTO – REVISÃO SISTEMÁTICA. Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, São Paulo v.3, n.18, p.492-497, Nov/Dez. 2009.

SENGER, A.E.V, ET AL. Chá verde (Camellia sinensis) e suas propriedades funcionais nas doenças crônicas não transmissíveis. Scientia Medica (Porto Alegre) 2010; volume 20, número 4, p. 292-300.

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